jueves, 22 de noviembre de 2012

Inclusão e Acessibilidade nas Universidades

Estudante surdo é primeiro mestre em Administração da Universidade de Fortaleza



Trabalho final do aluno foi aprovado com nota 10 e louvor, no último dia 19, na Universidade de Fortaleza
Contribuir para derrubar as barreiras das desigualdades e para promover a inclusão social por meio de suas próprias pesquisas. Estas são algumas das metas de Fábio Benício Nogueira, 33 anos, o primeiro mestre surdo em Administração de Empresas da Universidade de Fortaleza (Unifor), do Ceará e do Brasil. “Sinto orgulho e felicidade por essa conquista. Meu choro, no momento da defesa da dissertação, não foi de tristeza, e sim por mais essa superação”, diz Fábio.
Emocionado com a conquista, Fábio Benício Nogueira já se prepara para concorrer a uma vaga no doutorado da Unifor em 2013 Foto: Lucas de Menezes
Intitulada “Políticas Institucionais e Ações Inclusivas nas Universidades: Análise das Condições de Acesso para Discentes Surdos”, sua dissertação foi aprovada com nota 10 e também louvor, no dia 19 último na Universidade de Fortaleza (Unifor).
O estudo, feito ao longo de dois anos, traz dados quantitativos sobre a população surda cearense e brasileira. Aponta, por exemplo, que o Estado do Ceará lidera o ranking de alunos com surdez, com 30%, quando no Brasil a taxa média é de 23%.
Os resultados da pesquisa dizem respeito à inclusão e à acessibilidade nas universidades e sobre a população surda de uma forma geral. A professora doutora Mônica Tassigny, titular do Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade de Fortaleza, foi a orientadora do aluno. “No século XXI, a Universidade incorpora grande responsabilidade com a democratização e a promoção da igualdade na sociedade. E ao possibilitar a realização do mestrado para esse aluno ou outros que enfrentam algum tipo de barreira, a instituição sai da teoria e concretiza a inclusão”, acrescentou a professora.
Mônica Tassigny observou, ainda, que algumas iniciativas e adaptações foram necessárias para possibilitar o ingresso do servidor público no curso, com destaque para adaptação do Edital da Seleção para o Mestrado, que passou a incluir a acessibilidade linguística, ou seja, aceitou a Língua Brasileira de Sinais (Libras). “Com isso, foi possível mostrar que o surdo é tão capaz quanto as demais pessoas e que suas pesquisas têm valor e rigor científicos”, citou.

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